Gosto de comparar a vida a um “livro”, que ao virar de cada página traz emoções, questionamentos, incertezas e aprendizados.
Se o livro é “novo” é estiloso, porque estampado a sua aparência estão as marcas e novidades da modernidade.
Se o livro é “velho” esse por vezes são desprezados e visto sem valor. Geralmente às vezes vai ser jogados nos porões ou encaixotados a mercê das traças e poeiras, ou seja, atirados aos maus tratos. Porém, os mesmo quando visto aos olhos de um historiador, pesquisador ou mesmo um colecionador esse vai ser um objeto precioso, pois é por meio dele que se pode descobrir a origem e história do passado.
Existem pessoas que ao adquirir um livro fazem dele o que lhes é mais apropriado. Alguns os valorizam tanto que os conservam como se fossem verdadeiros tesouros; outros os entregam ao acaso; outros odeiam tanto os livros que ao ganhar um fazem de tudo para queimá-lo, rasgá-lo e até destruí-lo. Ainda existem aqueles que sem ter opção para escolhas "perdem" os seus livros, em outras palavras “roubam" os seus livros forçadamente.
Por esses e outros motivos é que considero cada página de um livro tão semelhante aos dias de nossa vida, a cada página que passa é partes de uma história. Não importa se ele é velho ou novo, todos tem o seu valor, que por vezes dependendo de nossas escolhas podem ser conservadas, rasgadas, dobradas, apagadas e não terminadas...
Autor: Antonia Eunice de Jesus
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